Vivendo a Fé que Defendemos: Sobre as Diferentes Opiniões

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Vivendo a Fé que Defendemos: Sobre as Diferentes Opiniões

Mensagem  Alexandra em Seg Ago 11, 2008 6:14 pm

Postado por Timothy Alexander dia 13 de Abril de 2008 às 02h00min UTC

Eis a questão postada em nosso Fórum de Politeísmo Helênico: “Quais os principais pontos de conflito entre os helênicos? E quais são suas opiniões sobre eles?” Minha resposta foi bastante simples. O maior ponto de contenção é responder à pergunta de quem é ou quem não é helênico. Virtualmente, cada um dos debates mais acalorados pode ser referente a essa única questão. Ao respondê-la, os neopagãos estão em sua maioria de um lado e os reconstrucionistas de verdade no outro. Ao final, praticamente todo reconstrucionista pode ser tolerante à opinião do reconstrucionista mais liberal. Nós todos lemos do mesmo material e usamos os mesmos estudiosos como guia. Já os neopagãos, por sua vez, não querem se “limitar”. Eles optam por espiritualidade e prática de fluência livre, enquanto ao mesmo tempo insistem em ser considerados helênicos.

Nós devemos começar entendendo que o Helenismo tem pouca coisa em comum com o movimento neopagão. O autor do livro “Old Stones, New Temples”, Drew Campbell, escreveu: “…membros de religiões neo-pagãs tais como a Wicca também cultuam nossos deuses, embora suas visões dEles sejam freqüentemente diversas da compreensão tradicional helênica.” Ele continua escrevendo: “A única ligação real é que ambas são religiões não-abraãmicas, comumente descritas como ‘pagãs’ (embora até isso não seja universal). Por outro lado, elas diferem tanto quanto o Xintoísmo e o Cristianismo diferem, ou seja, em quase tudo. Elas têm origens históricas diferentes, perspectivas teológicas e visões de mundo diferentes, e estilos de ritual muito diferentes. Em suma, as duas religiões não compartilham nada uma com a outra que elas já também não compartilhem com as outras religiões.” {1}

O fato é que alguns neopagãos cultuam/honram os deuses gregos apenas no nome. Eles não são objetivos em suas interpretações da história, permitindo que opiniões pessoais não-razoáveis, sentimentos e desejos guiem sua religião e seu comportamento espiritual. Tomem cuidado com o persa nas vestes gregas. Se for para sermos completamente honestos, o catolicismo romano tem mais coisas em comum com o Helenismo do que a maior parte do neopaganismo moderno. A estrutura do ritual católico é baseada em e de perto espelha os estilos greco-romanos. O catolicismo adotou várias porções de neoplatonismo em sua ideologia. Os santos católicos podem ser considerados reflexo dos Heróis Divinos. Até a virtude católica é baseada em conceitos gregos. Mesmo usando a escala mais liberal de o que é ou não helênico, muitos neopagãos (que querem ser vistos como helênicos) já ficariam restritos a pouco alcance nessa escala.

Em uma análise completa, o Helenismo tem muito mais em comum com o Catolicismo, o Judaísmo, o Islamismo, e com grupos como a Igreja dos Santos do Último Dia em termos de práticas reais, éticas e senso de obrigação do que tem ou jamais terá com o movimento neopagão. Onde nos encontramos diferindo dessas religiões abraãmicas é na nossa filosofia e nas opiniões teológicas. Com respeito a isso, o Helenismo tem mais em comum com formas orientais de Budismo, Hinduísmo, Taoísmo e Xintoísmo. O movimento neopagão moderno não dá ênfase na ética ou na obrigação, e dá apenas uma ênfase passageira à prática. Suas filosofias e teologias variadas são ecléticas (e às vezes irracionais) reinterpretações de Nova Era das crenças e filosofias do Oriente, das Clássicas e das Nativas. Enfim, o Helenismo não tem nada em comum com o movimento neopagão, exceto por ser não abraãmico.

No artigo “As Dez Razões Principais para Não se Praticar o Helenismo”, Sannion cita um número de razões pelas quais o Helenismo não é o favorito dos neopagãos modernos. {2} Entender cinco destas razões é algo crítico nesta conversa.

As primeiras três deveriam provavelmente ser unidas em uma só:
• Desencorajamento de nomes “criativos”.
• Nada de títulos extravagantes.
• Nenhum super poder ou conspirações terríveis.

Francamente, se alguém acredita que “viver a religião” é ser participante de uma versão helênica da Feira da Renascença ou um jogo de RPG, estão redondamente enganados. O Helenismo é uma religião que requer que encaremos a realidade, não escapando dela. O Helenismo é uma religião da razão, independente se a pessoa segue a filosofia ou não. Enquanto muitos de nós optamos por nomes gregos razoáveis como cognome online, isso não tem nada a ver com a religião, com a vida real, ou com qualquer tipo de nome especial mágico, espiritual ou religioso. Isso também se estende a títulos extravagantes, que arrogantemente consagram o self de alguém como o mais favorecido ou exigindo ser algo privado ao conhecimento especial revelado.

O quarto item que tomamos dessa lista é a “responsabilidade pessoal”. Esse conceito se estende para bem mais do que o originalmente discutido. Você é responsável por fazer a coisa certa, na hora certa e pela razão certa. Você é responsável por viver uma vida harmoniosa e virtuosa. Você é responsável por não trazer prejuízos, infortúnios e sofrimentos a você mesmo ou aos outros. O Helenismo estabelece que a virtude se torne algo habitual. Nós somos responsáveis por nos esforçarmos por uma excelência de todas as formas, todos os dias, e de uma maneira que crie resultados tangíveis. Uma vez que não existe consenso quanto a vida future, o Helenismo se diz mais preocupado com este mundo do que o próximo. Nosso foco é em viver esta vida ao máximo; em nos esforçarmos para sermos os melhores que pudermos em todos os aspectos de nossas vidas.

A razão número um (aqui) pela qual o Helenismo não é favorável ao neopagão moderno é “o fardo de ser um herdeiro da cultura helênica”. Helênico aqui significa da história, língua ou cultura dos antigos gregos; uma vez que o Helenismo incorpora o caráter, o pensamento, a cultura e o sistema ético da antiga Grécia. {3} O Helenismo não é apenas o culto aos deuses gregos, “usando” nomes gregos para o deus e a deusa das religiões neopagãs, ou injetando-os dentro de algum sistema mágico. Para ser praticante do Helenismo, devemos estar praticando baseados na história, cultura, tradições, pensamento e ética da antiga Grécia. Isso não implica que haja um único caminho absoluto, mas significa que todos nós bebemos do mesmo poço em comum de informações, na mesma abordagem racional.

A idéia de que a prática de alguém não deveria ter que incorporar as tradições, pensamentos e sistema ético da antiga Grécia, a ser considerado um praticante do Helenismo, é tão sem-noção quanto dizer que um muçulmano praticante é tão católico romano quanto um católico romano. Será que toda pessoa precisa estar participando em uma reconstrução ativa ou um grupo de estudos? Claro que não, mas há uma expectativa de que ela seja uma pessoa erudita, racional e virtuosa. Etiquetas têm significado, e são usadas para carregar/transmitir uma grande quantidade de informações sobre as características de uma pessoa, de um lugar ou de coisas, em poucas palavras. Um objeto/sujeito é definido não por sua etiqueta, mas por suas características. Se a prática de uma pessoa não possui as características identificadas num conhecimento estudado da história, cultura, tradições, pensamento e ética da Grécia antiga, então ele não pratica o Helenismo.

Não vamos nos confundir. Reconstrucionismo não é a religião; é o método que usamos para restaurar a tradição helênica no mundo moderno. É o grupo de padrões usados para claramente identificar as interpretações mais plausíveis da antiga religião grega. Esse é um qualificador essencial do Helenismo. Fazer uso da prestidigitação retórica e de ambigüidades de linguagem a fim de apoiar argumentos infundados é inescrupuloso. Qualquer um pode discutir sobre qualquer coisa; e isso não a torna verdadeira. Com toda a flexibilidade que o Helenismo provém, não há razão para desvalorizar aspectos chave da nossa tradição para acomodar os insensatos. Aqueles no reconstrucionismo ativo devem tentar ficar dentro da pesquisa aceita e das diretrizes acadêmicas, evitando opinião pessoal injustificada e pseudociências, quando documentarem e definirem nossa religião, e aqueles que tentam deixar o Helenismo indefinido devem ser repudiados.

Chegando até aqui no meu ensaio, alguns neopagãos podem estar pensando que estamos tentando nos fazer parecer superiores. Fiquem certos de que não está acontecendo tal coisa. O simples fato é que o Helenismo tem o seu paradigma e o movimento neopagão tem o seu. Pense sobre isso seriamente por um momento. Com qual freqüência você vê um judeu ortodoxo insistir que deveria ser aceito como clérigo muçulmano? Quantos budistas você acha que encontrará freqüentando a escola dominical de uma igreja batista do sul? A verdadeira pergunta que enfrentamos não é se o Helenismo deveria se tornar algo indefinido, mas o que motiva essas pessoas a tentar torná-lo assim. O que motiva a necessidade de um rótulo que não se encaixa?
________________________________________
1) Nomos Arkhaios (2002) About Hellenismos: Some Frequently Asked Questions. http://www.nomos-arkhaios.org/faq.htm, Retrieved April 22, 2008.
2) Sannion’s Sanctuary (2002) The Top Ten Reasons Not to Practice Hellenismos. http://www.winterscapes.com/sannion/top_ten.htm, Retrieved April 22, 2008.
3) Neufeldt, Victoria, David B. Guralnik (1994) Webster’s New Word Dictionary, p. 627.

Traduzido por mim do link: http://hellenismos.us/?p=86.

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Re: Vivendo a Fé que Defendemos: Sobre as Diferentes Opiniões

Mensagem  Leandro de Souza em Sex Set 26, 2008 11:42 am

Pensei que o Recontrucionismo Helênico no Brasil,tiverse começado com a Alexandra.O que é Reconstrucionismo Helênico no Brasil?A palavra "pagão"está ligada a palavra pago,por isso significa religião etnogeografica.Assim sendo religiões abraãnicas como:Edomismo,Arabismo(não confundam com Islanismo),Israelismo,Judaismo,Samaritanismo,também são pagãs.Todavia a palavra "pagão"também está ligada a palavra"paganalias",que se refere aos vinte e dois feriados em sacrificio a Ceres,o que poderia excluir até mesmo o Helênismo,no entanto pode numa visão mais ampla incluir todos os cultos agriculas,o que poderia incluir a festa de Ômer do Judaismo,entretanto também podemos considerar pagã exclusivamente as religiões que cultuem Uma Deidade indentificavel com A Deusa Ceres.O que é neopagão?Como surgiu o Recontrucionismo Helênico no Brasil? Question

Leandro de Souza

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Re: Vivendo a Fé que Defendemos: Sobre as Diferentes Opiniões

Mensagem  Alexandra em Sex Set 26, 2008 7:15 pm

Leandro de Souza escreveu:Pensei que o Recontrucionismo Helênico no Brasil,tiverse começado com a Alexandra.O que é Reconstrucionismo Helênico no Brasil? Como surgiu?
O que escreveu o artigo é dos Estados Unidos, eu só o traduzi.
Bom, até eu começar eu só sabia de um grupo no Rio Grande do Sul que se dizia politeísta grego, mas realmente o "reconstrucionismo" helênico (propriamente dito) não existia no Brasil (ou ao menos ninguém se manifestou para mim) até eu criar o primeiro site em língua portuguesa (quando ainda era no geocities do yahoo). Mesmo o grupo do sul não era reconstrucionista, além de que eles faziam parte de outro grupo maior de politeístas de vários panteões, celebrando juntos e tudo o mais.

Leandro de Souza escreveu:A palavra "pagão"está ligada a palavra pago,por isso significa religião etnogeografica.Assim sendo religiões abraãnicas como:Edomismo,Arabismo(não confundam com Islanismo),Israelismo,Judaismo,Samaritanismo,também são pagãs.Todavia a palavra "pagão"também está ligada a palavra"paganalias",que se refere aos vinte e dois feriados em sacrificio a Ceres,o que poderia excluir até mesmo o Helênismo,no entanto pode numa visão mais ampla incluir todos os cultos agriculas,o que poderia incluir a festa de Ômer do Judaismo,entretanto também podemos considerar pagã exclusivamente as religiões que cultuem Uma Deidade indentificavel com A Deusa Ceres.
"Pagos" estava originalmente relacionado aos campos/agricultura, depois do cristianismo é que "pagão" tomou a denominação de "não-batizado". E são os próprios abraãmicos que não gostariam de (nem aceitariam) ser chamados de pagãos. Quanto a Ceres, nós a cultuamos na figura de Deméter, embora o nome do festival não seja o latino.
Compreendo que o helenismo não segue a agricultura e sim a pólis, daí concordo que poderia não entrar como culto pagão (e eu raramente vejo mesmo os helênicos se denominarem pagãos, nós normalmente nos dizemos apenas politeístas).

Leandro de Souza escreveu:O que é neopagão?
Neopaganismo é algo mais moderno, eclético, sincrético do que o reconstrucionismo. Mais isso daria outra discussão...
Wink

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Re: Vivendo a Fé que Defendemos: Sobre as Diferentes Opiniõe

Mensagem  Apollodoros em Ter Ago 04, 2009 8:29 pm

Bom, até eu começar eu só sabia de um grupo no Rio Grande do Sul que se dizia politeísta grego, mas realmente o "reconstrucionismo" helênico (propriamente dito) não existia no Brasil (ou ao menos ninguém se manifestou para mim) até eu criar o primeiro site em língua portuguesa (quando ainda era no geocities do yahoo). Mesmo o grupo do sul não era reconstrucionista, além de que eles faziam parte de outro grupo maior de politeístas de vários panteões, celebrando juntos e tudo o mais.

Boa noite a todos!
Meu nome é Apollodoros e apesar de fazer parte do fórum a algum tempo, hoje tive um tempo maior para ler alguns tópicos.
Lendo este, me interessei não só pelo assunto mas pelo comentário acima.
E felizmente posso dizer que SIM, há o reconstrucionismo helênico no Brasil! Sou de Porto Alegre - RS e faço parte desta trilha há aproximadamente 4 anos. Apesar de distante de meu grupo original (que reside em Rio Grande) dedico-me dia após dia ao caminho Helenico. Meu grupo foi formado por Stefanos Glaucos (Acho que vc o conhece Alexandra) do qual agradeço muito por tudo que me ensinou e ainda me ensina.

Infelizmente não tenho contato com outros reconstrucionistas e nosso grupo acabou por se desfazer, sigo esta trilha solitariamente mantendo contato apenas com meu tutor, mas tenho os Deuses em meu coração e isto me torna forte para seguir esta maravilhosa jornada!

Agradeço a todos por este espaço e qualquer coisa estou a disposição.

Saudaçoes a todos!

Apollodoros

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Re: Vivendo a Fé que Defendemos: Sobre as Diferentes Opiniões

Mensagem  Alexandra em Ter Ago 04, 2009 8:43 pm

Bem-vindo, Apollodoros! Sim, já falei com o Stefanos, mas faz muito tempo que não sei dele. Se vc ainda falar com ele, diga para me procurar e retomarmos contato. Eu sou reconstrucionista há uns 11 anos, fiquei sabendo da União (de Pelotas) por um membro de Rio Grande mesmo, entre 2000 e 2005, depois parece que se dispersaram...

Abraços

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Re: Vivendo a Fé que Defendemos: Sobre as Diferentes Opiniões

Mensagem  Petralona em Qua Ago 05, 2009 7:29 pm

Alexandra escreveu:Bem-vindo, Apollodoros! Sim, já falei com o Stefanos, mas faz muito tempo que não sei dele. Se vc ainda falar com ele, diga para me procurar e retomarmos contato. Eu sou reconstrucionista há uns 11 anos, fiquei sabendo da União (de Pelotas) por um membro de Rio Grande mesmo, entre 2000 e 2005, depois parece que se dispersaram...
Abraços

Boa Noite Alexandra!
Conversei com Stefanos e ele pediu que lhe transmitisse a seguinte mensagem:
Podes dizer pra Alexandra que eu estive morando na Grécia um tempo e atualmente estou na Inglaterra. Manda abraços a ela.
E podes tb comentar q eu pratico helenismo reconstrucionista há mais ou menos 30 anos.


Obs.: Como não consegui entrar no fórum, criei um novo perfil.

Abraços
Apollodoros

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Re: Vivendo a Fé que Defendemos: Sobre as Diferentes Opiniões

Mensagem  Alexandra em Qua Ago 05, 2009 10:03 pm

Khaire, Apollodoros!
Até procurei por ele na internet, mas não encontrei contato algum.
Mande abraços meus também...

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Re: Vivendo a Fé que Defendemos: Sobre as Diferentes Opiniões

Mensagem  Petralona em Qui Ago 06, 2009 8:18 pm

Alexandra escreveu:Khaire, Apollodoros!
Até procurei por ele na internet, mas não encontrei contato algum.
Mande abraços meus também...

Pode deixar que envio teus abraços.
A um tempo tinhamos o site http://helenoteismo.tripod.com/ no entanto esta fora do ar.
Vou ver o que aconteceu e repasso.


Abraços
Apollodoros

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Re: Vivendo a Fé que Defendemos: Sobre as Diferentes Opiniões

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